Mitos sobre cannabis medicinal: o que é verdade e o que não é
Os mitos sobre cannabis medicinal ainda são comuns. Mesmo com o avanço da ciência, muitas informações incorretas continuam circulando.
Por isso, esclarecer esses pontos é essencial para promover o uso responsável e seguro.
Mito 1: cannabis medicinal é a mesma coisa que uso recreativo
Esse é um dos mitos mais comuns.
No contexto medicinal, os produtos são padronizados. Além disso, possuem controle de qualidade e são utilizados com prescrição médica.
Já o uso recreativo não segue critérios terapêuticos.
Portanto, são contextos completamente diferentes.
Mito 2: cannabis causa dependência em todos os casos
A dependência não ocorre de forma universal.
O Canabidiol, por exemplo, não apresenta efeito psicodélico (psicoatividade existe no CBD). Além disso, possui baixo potencial de dependência.
No entanto, isso não significa ausência total de risco. Por isso, o uso deve ser orientado.
Mito 3: não existe evidência científica
Esse mito já foi superado.
Atualmente, existem diversos estudos sobre o uso medicinal da cannabis. Esses estudos avaliam condições como epilepsia, dor crônica, ansiedade entre outras diversas disfunções apresentadas pelo Sistema Endocanabinoide.
Apesar disso, a qualidade da evidência ainda varia entre diferentes aplicações.
Mito 4: é uma solução milagrosa
A cannabis medicinal não é uma cura universal.
Embora apresente benefícios em diversos casos, os resultados variam entre pacientes.
Por isso, expectativas irreais devem ser evitadas.
Importância da informação correta
A desinformação pode gerar riscos.
Quando pacientes utilizam cannabis sem orientação, aumentam as chances de efeitos adversos.
Além disso, o preconceito dificulta o acesso ao tratamento.
Conclusão
Os mitos sobre cannabis medicinal ainda influenciam a percepção da sociedade.
No entanto, a ciência tem avançado e esclarecido muitos desses pontos.
Informação de qualidade é fundamental para garantir segurança, acesso e uso responsável.